
Para os homofóbicos de plantão, desilusão. O esporte tão viril e amado pelos brasileiros, tem sim, seus representantes homossexuais (fato confirmado por jogadores e treinadores). Por mais que eles se omitam e os que assumem a sua opção e/ou orientação sexual sejam discriminados, merecem o respeito tanto pelo cidadão que é, quanto pelo profissional que batalhou tanto para chegar aonde chegou.
A grande maioria prefere não revelar a sua opção sexual com receio de sofrer represálias tanto da torcida, quanto de outros jogadores. Houve casos de jogadores que preferiram encerrar a carreira por não conseguir suportar a repressão e preconceito sofrido após expor a sua opção, como por exemplo:
Vilson Zwirtes - Jogador de futebol que assumiu ser homossexual desde a sua adolescência. Vilson, hoje atacante em Roca Sales, uma cidade a 140 km de Porto Alegre, já atuou no Lajadense, da segunda divisão do Campeonato Gaúcho. E foi exatamente no futebol profissional que ele encontrou maior resistência contra o fato de ele ser gay. “Tem clubes hoje que não me contratam ou não me convidam para jogar por causa da minha opção sexual”, revelou Vilson, que prefere jogar em divisões menores do futebol, numa forma de defesa contra a discriminação que encontrou nas divisões profissionais.
Justin Fashanu - Primeiro jogador negro a ser vendido por mais de um milhão de libras no futebol europeu e o primeiro jogador na história a assumir a homossexualidade. A vitoriosa trajetória deste londrino que fez história, mas não expressam os sentimentos que o levaram a cometer suicídio aos 37 anos de idade em 1998.
Não tenho dúvidas que tais atletas virariam alvo de chacota e ofensas, inviabilizando ou dificultando o exercício da função. Temos um exemplo claro de jogador (Richarlyson) que nem chegou a assumir sua possível homossexualidade e mesmo assim é alvo de críticas e deboches, à ponto de já ter sido necessário entrar com um processo judicial contra o dirigente de um grande clube, após uma declaração homofóbica em rede nacional.
Como você reagiria se o craque do seu clube assumisse ser gay? Você o admiraria da mesma forma? Como você reagiria perante os insultos e deboches de torcedores rivais? Teria o preconceito em achar que o seu camisa 10 teria que mudar para a 24?
Não se espante com a freqüência de casos (o jogador Anton Hysén assumiu recentemente a sua sexualidade), pois, tendem a ser mais comuns do que se imagina, até que a grande massa compreenda que no futebol, não importa o que o atleta faz fora de campo, qual a sua opção sexual ou suas preferências, dentro do campo é o que está valendo. Separar o profissional do pessoal é essencial e o respeito, tanto o torcedor, quanto o profissional, merecem.
Eu só queria comentar que essa foto foi muito apropriada para causar risos na minha face! hahahahah
ResponderExcluirPadoba, seus textos são muito bons! Adorei o título e a foto também. ;)
ResponderExcluirE é claro que merecem respeito, apesar de quando estão dentro do campo, não tem nem orifícios e muito menos mães que saiam ilesas!