quarta-feira, 25 de maio de 2011

Código Florestal ou Código Ruralista?


Bom dia a todos! Primeiramente gostaria de agradecer às mais de 1.000 visitas ao nosso blog. Sinal de que estão gostando (ou não, hahaha) dos nossos textos, brincadeiras, comentários e ponto de vista!



Na noite passada, no reino distante de “Brasólia”, foi votado o Novo Código Florestal. Os pontos em questão: Anistia para os que já desmataram áreas de preservação permanente (ou seja, vamos deixar para lá os milhares de hectares desmatados pelos ruralistas) e transferência de decisões de reservas florestais para os estados (Medo). Buuuuut, “PMDBistas” e “ruralistas”, juntos, derrotaram o governo no que tange esta questão. Contudo, numa ultima tentativa desesperada , o líder do governo manifestou-se jorrando (plumas e paetês) faíscas para todo lado, dizendo que a Presidente Dilma Rousseff acha uma vergonha a votação deste código... Que de nada adiantou... Sendo assim, a base goverista vai tentar mudar o código no senado (vamos pedir ajuda ao lado negro da força), onde vem obtendo resultados positivos, para garantir que decidirá sozinha, sem a participação dos estados, as atividades permitidas em áreas de preservação permanente.
O fato é que o Brasil é cheio de diferenças na Geografia e nos tamanhos das propriedades (há uma cara la do Paraná, que possui 6, das 10 áreas de maior devastação, com os chamados “correntões”) e que não pode ficar com uma produção agrícola e pecuária aquém do seu potencial enquanto, literalmente, olha a paisagem... Mas também é fato que, devastando, nós destruímos a fauna, a flora, a riqueza biológica, as águas e a VIDA... E a ciência não pode ficar fora de um código com este! A ciência explica as coisas! E é fato também, que a proteção dos mananciais, das riquezas vegetais depende mais da fiscalização do que de um novo código florestal. Precisamos de firmeza, de quantidade e de honestidade na fiscalização.
E a propósito, logo após o código florestal, que tal se discutir uma política agrícola permanente, consistente, realista e moderna. A pujança no campo, que garante as contas externas brasileiras, tropeça nas estradas, nos portos, no armazenamento, nos juros, no crédito... Este país tem espaço para produzir e para proteger... Falta ao poder público, utilizar os impostos para fazer a sua parte!!!!

8 comentários:

  1. Eu ainda não entendi direito o que acontece nesse código florestal, pelo que eu entendi hoje o PMDB quer incluir uma anistia pros crimes cometidos até 2008 (se não me engano). Mas parece que se ficar desse jeito mesmo a Dilma vai vetar a parada.

    Agora, o que me surpreende é em pleno 2011, enquanto outros países se preocupam com o mundo digital, o Brasil ainda tenha questões como essa pra resolver. Pois bem, antes tarde do que nunca né?

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  2. Tenho que discordar do Dudu num ponto. Temos, somos obrigados a discutir o código florestal e coisas relacionadas ao meio ambiente por diversos motivos, inclusive econômicos, tendo em vista que o Brasil é comerciante de commodities e é melhor cuidar do sua base de exportação antes que seja tarde. (ponto de vista puramente político e nada ambiental e talz...

    Felipe, parabéns pelo post. Fantástico!

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  3. Acho que me expressei mal no comentário acima, não quis dizer que o Brasil não deve discutir isso, mas que isso já deveria ter sido feito há muito tempo! Ainda mais num país que como vc mesmo disse é comerciante de commodities. Ou o Brasil pretende mesmo ser o único país desenvolvido que ainda se sustenta com exportações de soja e cana-de-açúcar? Novamente, não estou dizendo que isso não seja importante, mas é óbvio que o país precisa investir em educação e consequentemente em tecnologia para tornar-se uma potência!

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  4. Tenho certeza que o Brasil precisa investir em tecnologia, mas não sei se deveríamos mudar a base de nossa economia, acredito que commodities cada vez mais seja valorizado por conta da escassez. Sendo um pouco maquiavélico, o foco é ser desenvolvido no sentido denotativo da palavra, seja através de matéria-prima ou tecnologia de ponta, o importante é firmar e cuidar daquilo que decidimos ser o pilar de nossa economia a médio prazo.

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  5. Acho que tem uma coisa fundamental: é um tanto ilógico permitir essa devastação toda sem nenhuma punição sendo o agronegócio uma das nossas bases! Uma hora a pressão sobre o meio ambiente vai ser tanta q nada mais será produzido... Eu acho q essa visão de explorar o máximo agora é tão retrógrada q chega ser um absurdo as pessoas apoiarem! Será q ninguém percebe q sustentabilidade é a palavra da vez pq as riquezas naturais são recursos q podem acabar um dia?! Eu sei, é um termo da moda, mas acho que faz td sentido, em outros lugares do planeta a gnt pode ver o q a exploração desenfreada causou de prejuízos irreversíveis. O Brasil é gde e pode demorar um pouco mais pra percebermos isso, só q na hora q a ficha cair, será tarde demais.
    Agora só um comentário um tanto igênuo: se a base governista era maioria, como o código conseguiu passar?! Tem algo estranho aí, não acham?
    Natasha

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  6. Obrigado kaio! Juntos somos força!
    Bom, a grande questão foi que os grandes produtores (ruralistas) ficariasm anistiados de recuperar as áreas de proteção permanente já desmatada. Isso para o pequeno produtor, até q seria bom, pois falamos de poucos hectares. Contudo o prob começa qnd o cara possui milhares de hectares... ai a desmatação fica absurda!
    A Natasha tem razão, a palavra da vez é SUSTENTABILIDADE!
    Não vejo prob de a nossa base economica continuar sendo a atual, tendo em vista o nosso enorme potencial para manter este tipo de atividade. Se pensarmos que a soja permite crescimento nas áreas da ciência (desenvolvimento de combustíveis mais eficientes) e sustentabilidade com o Biodiesel... entre outros
    Felipe Paiva

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  7. Parabéns Felipe! Super relevante sua opnião.

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